No dia 29 de março de 2025, o segundo dia do Lollapalooza Brasil ficou marcado por um encontro de gerações que ninguém esperava, mas todo mundo precisava ver. Com um público enlouquecido no Autódromo de Interlagos, em São Paulo, o festival trouxe grandes nomes da música, mas o que roubou a cena foi a parceria surpresa entre Pabllo Vittar e Marina Lima. A junção de duas potências da música brasileira que quebram barreiras e celebram a diversidade e a representatividade LGBTQIA+.
Antes do show, Pabllo não conseguiu esconder a empolgação: “Estou aqui com uma lenda da música brasileira. Vamos cantar uma música dela, do álbum Fullgàz, que ela lançou no ano em que eu nasci”, contou Pabllo, deixando claro o peso desse momento histórico para ela.
Quando as duas subiram ao palco, foi um espetáculo de pura energia. Juntas, arrasaram com a performance de “Mesmo que seja eu” de Marina e “K.O.”, um dos maiores sucessos de Pabllo. O que se viu ali foi uma química instantânea. Em um momento simbólico e cheio de afeto, as duas trocaram um selinho que fez o público explodir em gritos e aplausos. Todo mundo vibrava a cada segundo, sentindo que estavam testemunhando algo único.
Pabllo, em um momento sincero, confessou: “As pessoas falam que eu já cantei com Madonna e outros gigantes internacionais, mas hoje é o dia que eu tô mais nervosa”, deixando claro o quanto esse show significava para ela. E o público sentiu essa emoção. Não foi só um show, foi um marco.
Marina Lima, com seu talento imbatível, trouxe à tona seus maiores clássicos. Hits como “À Francesa”, “Fullgàz”, “Me Chama” e “Virgem” se transformaram em hinos de emoção. Mas o momento mais tocante veio com a música “Virgem”, quando Marina dedicou a canção ao seu irmão, o poeta e compositor Antonio Cícero, que faleceu em outubro de 2024. O silêncio do público foi quebrado por aplausos emocionados, um tributo que tocou o coração de todos.
Após o show, Marina se derreteu em elogios a Pabllo: “Aquela mulher é uma coisa… que estrela! Ela é uma grande cantora, linda de morrer. Pra mim, foi uma honra.” Sobre a escolha de “K.O.”, Marina se mostrou fã: “Eu adoro essa música, é uma das minhas preferidas.”
Essa colaboração não foi só um show, foi um encontro épico de duas potências da música brasileira. Pabllo e Marina, cada uma em sua geração, representaram a luta e a celebração da diversidade LGBTQIA+ com orgulho. A energia delas no palco foi contagiante, e não apenas o público da nova geração, mas também os fãs mais antigos se sentiram parte desse momento histórico.
O Lollapalooza é famoso por sua pluralidade musical, mas o que aconteceu ali transcendeu a música: foi uma verdadeira celebração de união e representatividade. O show delas não foi só um conjunto de músicas, foi um grito coletivo de força, amor e aceitação.
Se você esteve lá, sabe que foi uma noite pra guardar na memória. Um daqueles momentos que fazem história e deixam todo mundo com o coração aquecido, lembrando o quanto a música tem o poder de transformar e conectar.
Pabllo Vittar e Marina Lima dividiram o palco em uma apresentação memorável que uniu gerações e celebrou a diversidade. Assista ao vídeo dessa performance que marcou o festival:
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