No Dia da Visibilidade Transgênero, celebrado mundialmente na última segunda-feira, ativistas de diversas partes do planeta se reuniram para destacar a importância da visibilidade e do reconhecimento das pessoas trans e não-binárias. Nos Estados Unidos, milhares de pessoas se uniram em protestos contra os ataques contínuos do governo Trump, que, segundo muitos, buscam apagar as identidades transgênero e não-binárias da sociedade.
A jovem ativista Lorelei Crean, de 17 anos, expressou de forma contundente o impacto dessas ações em uma manifestação. “Estão tentando apagar nossa existência de todas as formas”, disse ela, destacando uma série de medidas executivas que, em sua visão, buscam deslegitimar a existência de pessoas transgênero. Desde a retirada da opção de gênero neutro em passaportes até a proibição de cuidados de saúde afirmativos para menores de 19 anos, as ações do governo foram descritas como uma tentativa de diminuir a visibilidade e os direitos das pessoas trans.
Lorelei destacou a gravidade dessas políticas, que não só negam cuidados essenciais, mas também reforçam uma narrativa de invisibilidade e marginalização das pessoas trans. Ela argumentou que o governo Trump tem se empenhado em eliminar qualquer reconhecimento oficial da identidade de gênero fora do binário masculino e feminino, afetando diretamente a vida de muitas pessoas transgênero.
“Estamos aqui para mostrar que isso não vai acontecer. Somos visíveis, não vamos desaparecer, não importa o quanto ele tente nos apagar”, afirmou, com um tom de resistência e determinação. Essa afirmação refletiu o espírito do Dia da Visibilidade Transgênero, onde ativistas e apoiadores se unem para afirmar que a luta pela equidade e pela visibilidade das pessoas trans e não-binárias continua, apesar dos ataques do governo.
O Dia da Visibilidade Transgênero é mais do que uma celebração da identidade trans; é um momento para refletir sobre as lutas diárias que muitas pessoas enfrentam, especialmente em um contexto político onde seus direitos estão sendo constantemente ameaçados. Para muitas dessas pessoas, o Dia da Visibilidade serve como um lembrete de que a luta por direitos civis e igualdade está longe de estar vencida.
À medida que a resistência cresce e novas gerações de ativistas, como Lorelei, assumem o papel de liderança, o movimento transgênero continua a se fortalecer. Não importa a pressão ou a marginalização enfrentada; a visibilidade, o respeito e os direitos das pessoas transgênero e não-binárias são inegociáveis.